Programação para jovens_com Scratch

Por Celso Rodrigo de M F


Postado em: terça, 31 de janeiro de 2017 as 10:57 AM    206 views

Nosso blog também tem um papel educacional ao ajudar aspirantes no desenvolvimento de jogos com conteúdo de qualidade.



programa__o_para_jovens_com_scratch

Nosso blog também tem um papel educacional ao ajudar aspirantes no desenvolvimento de jogos com conteúdo de qualidade.

Hoje iremos apresentar um relato de uma experiência bem bacana que vem acontecendo com alunos de redes públicas em Araranguá – SC.

Os jovens estão aprendendo a programar mais cedo e o impacto de melhorias é sentido em sala de aula e no futuro deles.

Vamos conhecer um pouco sobre o projeto.

Programação no Ensino Médio

O “Programação no Ensino Médio” é um projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC – Campus Araranguá, organizado pelo Laboratório de Tecnologias Computacionais (LabTeC).

Nesse projeto são realizadas diversas oficinas de programação, robótica, games, palestras, tecnologias educacionais e outras abordagens.

As oficinas de games têm por objetivo despertar o interesse dos alunos do ensino médio de escolas públicas para carreiras na área de tecnologia, especialmente jogos computacionais. Para tanto, oficinas com as ferramentas educacionais Kodu Game Lab e Scratch são realizadas.

Com essas ferramentas é possível programar histórias interativas, jogos e animações. Além disso, elas ajudam a desenvolver certas habilidades, como aprender a pensar de maneira criativa, refletir de forma sistemática e trabalhar colaborativamente.

As atividades são gratuitas, podem ser realizadas dentro das escolas ou trazendo os alunos à universidade.

O projeto se estendeu e já atende outras séries e idades.

Agora que você já sabe o objetivo do projeto, vamos conhecer um relato que observei assistindo a um desses cursos.

 

Oficina de Scratch e Kodu

No meu relato, vou falar muito da minha vivência no dia que fui à oficina de games, conversei com alunos e profissionais ali presentes.

Nessa experiência, vivenciei uma aula com alunos do ensino fundamental (9º ano) da Escola Estadual Bernardino Sena Campos em Araranguá – SC, acompanhados pela Professora de Geografia Josi Zanette do Canto. No curso deles, o enfoque foram os softwares educacionais Kodu e Scratch.

Ambos trabalham bem a lógica de programação, porém de maneira simplificada. É uma forma bem interessante de ir trabalhando esse conteúdo, visto que muitos na universidade enfrentam dificuldades nessa área, principalmente em disciplinas como lógica de programação. Até você entender a forma de processamento do computador, como ele aplica a lógica, etc.

Eles participaram de quatro encontros de quatro horas todas as sextas-feiras, vindo até à universidade realizarem as atividades. As aulas são todas práticas realizadas no laboratório de informática. O curso é ministrado pela Amanda Irizaga, aluna do curso de graduação em Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), e coordenado pela professora Eliane Pozzebon, do curso de TIC e Engenharia da Computação, ambas da UFSC.

Observando a aula, percebi que a ansiedade deles em começar os trabalhos é grande. Conforme Amanda foi apresentando os recursos do Scratch, os alunos já realizaram algumas interações com o software. No primeiro desafio proposto pela instrutora, com uma premiação para quem acertasse, eles já se mostraram interessados para chegar à solução rapidamente.

De fato, observou-se um engajamento muito bom dos alunos, além do desenvolvimento de competências como raciocínio lógico-matemático, resolução de problemas, noções espaciais para posicionar os objetos que interagiam na tela, atenção, criatividade e pró-atividade. São apenas algumas observações pelas práticas propostas e participações dos alunos em aula.

Conversamos com um dos alunos, o Lucas Jesus Maximiano (15 anos). Ele relatou que já gostava de interagir no computador e achou interessante o curso apresentado pela Professora Josi em sua escola.

Mesmo com objetivo em outra carreira (Medicina), ele contou que, indiretamente, o curso ajudou no raciocínio lógico e na memória. Também disse que o curso possibilitou para ele o aprendizado nos softwares, tanto que ajudará na Feira de Ciências da instituição de ensino que estuda.

Conheça alguns projetos enviados pelo aluno Bruno Elias, que participou da oficina de games:

 

Como começou a busca dos alunos para participarem do curso?

Primeiramente, perguntamos para a Professora Josi como foi o percurso de perceber a necessidade e buscar o projeto, levando seus alunos à universidade e à programação. Ela nos disse que tudo começou com uma iniciativa dela junto aos alunos, antes mesmo do curso. Com o objetivo de aproximá-los do mundo da informática, ela desenvolveu junto com eles um aplicativo de geografia, a fim de provocá-los e incentivá-los para o uso em sala de aula.

Com o curso chegando à escola, pôde-se ampliar mais aprendizados. Tanto que ela percebeu melhorias no raciocínio lógico, mais interesse pela exploração e descoberta, além da concentração também ter se aprimorado nas aulas.

É legal observar que uma atividade extracurricular como essa pode promover um engajamento tão grande. Professores e alunos desenvolveram tecnologias para novas abordagens do conteúdo em sala de aula. Fora que a própria prática trabalha atitudes/valores nos alunos que seriam pouco incentivados em uma abordagem expositiva tradicional dos assuntos.

Sem citar que, ao aprenderem tais tecnologias, poderão utilizar em outras abordagens em sala de aula, criando jogos, animações e outras apresentações diferentes e que saiam do senso comum.

 

Como o curso chega à escola e qual os benefícios futuros do projeto?

O curso é ofertado pelo Laboratório de Tecnologia Computacionais (LabTeC) da UFSC, para as escolas de Araranguá e região. Os interessados devem contatar a coordenadora do projeto, professora Eliane Pozzebon.

Este projeto começou em 2011 e foram capacitadas em torno de 300 jovens, com cursos de programação, games, robótica, etc.

A equipe do projeto é composta por professores e alunos dos cursos de TIC e Engenharia da Computação da UFSC.

Conversamos com a Amanda, ministrante da oficina de games. Ela já trabalhou com diversas turmas, tanto programação em si – pseudocódigo – quanto softwares educacionais, este último foi o foco dessa experiência relatada.

Contou que a parceria para os cursos ocorre quando professores, diretores de escolas e os coordenadores desse projeto de extensão se alinham a esse objetivo. Dessa forma, fica fácil de provocar o interesse nos alunos e fazê-los se inscreverem no curso.

Outra forma de incentivo para o curso acontecer vem muitas vezes de um aluno da escola, conta Amanda. Ele descobre a existência do projeto, busca incentivar outros alunos, criando um grupo de interessados para ter mais força ao buscarem os cursos.

Ela também relatou que o perfil de alunos é bem diferenciado e, mesmo diante das dificuldades das escolas em termos de recursos, o projeto alcança bons resultados.

Um dos impactos que a Amanda percebeu são alunos das oficinas prestarem vestibulares para os de cursos de computação, ou seja, ajudou na escolha da graduação dos alunos.

Outro resultado interessante ocorreu após o ingresso dos alunos do curso em graduações da área de computação. Como já tiveram uma base nas oficinas, eles estão mais preparados para compreender os conceitos e práticas de disciplinas como lógica de programação, refletindo no desempenho deles.

Logo, pode-se perceber melhorias ao ajudar alunos a decidirem o seu futuro profissional, podendo optar pela carreira da computação.

O projeto é muito bacana e traz um conteúdo diferenciado aos alunos, além de uma abordagem interessante.

Se você quer saber mais sobre o projeto de extensão, acesse a Fanpage do projeto:  https://www.facebook.com/PEM.UFSC(PEM – Programação no Ensino Médio) ou contate eliane.pozzebon@ufsc.br .

Nós do Como Criar Games esperamos que projetos como esse existam cada vez mais. É uma melhoria a toda a educação que precisa cada vez mais de incentivos, inovações e valorização.

Também pode servir de inspiração para que outros lugares o realizem também.

Fonte: Fabrica de Jogos



Autor:

Celso Rodrigo de M F

Pós-Graduado em Desenvolvimento de Aplicações Web Baseadas na Tecnologia JAVA (2014), bacharel em sistemas de informação (2007), trabalhei como tutor orientador do curso de tecnologia em analise e desenvolvimento de sistemas.